
Saber perdoar, faz parte da nossa forma de ser. Uma forma única e pessoal. Se estivermos mais equilibrados a nível interno o perdão acontece de uma forma mais regular e pacífica. Os pensamentos positivos são elementos chave para manter o equilíbrio da balança interna. Para perdoar é necessário entender a natureza do perdão. E poucos são os que perdem tempo na meditação do perdão. Existem somente uma forma de perdoar, e a maioria de nós ainda não consegue alcançar tal patamar. A célebre frase"perdoo mas não esqueço", é precisamente umas das muitas formas de demonstrarmos que realmente não atingimos o segredo do perdão.E como sabemos que conseguimos perdoar? Dando tempo ao tempo. O perdão necessita de ser absorvido, debatido e enraizado no nosso interior por forma a amadurecer. Não acontece de uma altura para a outra, ou de um dia para o outro. É mais subjectivo e mais, muito mais secreto. Ao aceitarmos que o perdão se instale em nós, precisamos de não resistir à transformação que gradualmente se vai sucedendo dentro do nosso Eu Superior. É mais fácil não perdoar, do que o contrário. E a sociedade em que vivemos não experiência o perdão como uma dádiva e equilíbrio, mas sim como uma fraqueza. O perdão serve para sermos colocados à prova, para reavaliarmos todos os nossos conceitos e noções. Para examinarmos cirurgicamente os nossos valores, crenças e tradições. O que não devemos fazer é insistir tanto num assunto que nos trás sofrimento e dor. Devemos libertar-nos para alcançar uma infantilidade que ao contrário de ser negativa é abençoada pois está repleta de Amor e não contem ilusões de grandeza do nosso próprio ego. Não perdoamos pois consideramo-nos maiores que o próprio universo, e a verdade é que muitas vezes nem conseguimos perdoar a nós próprios primeiro, antes de o fazermos aos outros.

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